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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Partida.


Parti com o vento como companheiro, não vejo mais a velha costa; a ausência perfuma a vitória. os caminhos no mar ganham forma como corredores bem delineados. Tudo faz sentido, agora espero a paciência.

Posted on August 22nd, 2010 by pedrovski.

sábado, 20 de novembro de 2010

Que eu possa sonhar o ar, sonhar o Mar, sonhar o Amar, sonhar o amalgamar...


Que eu me permita
olhar e escutar e sonhar mais.
Falar menos.
Chorar menos.
 Ver nos olhos de quem me vê
a admiração que eles me têm
e não a inveja que prepotentemente penso que têm.
 Escutar com meus ouvidos atentos
e minha boca estática,
as palavras que se fazem gestos
e os gestos que se fazem palavras.
 Permitir sempre
escutar aquilo que eu não tenho
me permitido escutar.

 Saber realizar
os sonhos que nascem em mim
e por mim
e comigo morrem por eu não os saber sonhos.
 Então, que eu possa viver 
os sonhos possíveis
e os impossíveis;
aqueles que morrem 
e ressuscitam
a cada novo fruto,
a cada nova flor,
a cada novo calor,
a cada nova geada,
a cada novo dia.
 Que eu possa sonhar o ar,
sonhar o mar,
sonhar o amar,
sonhar o amalgamar.
Que eu me permita o silêncio das formas,
dos movimentos,
do impossível,
da imensidão de toda profundeza.
 Que eu possa substituir minhas palavras
pelo toque,
pelo sentir,
pelo compreender,
pelo segredo das coisas mais raras,
 pela oração mental
(aquela que a alma cria e
que só ela, alma, ouve
e só ela, alma, responde).
 Que eu saiba dimensionar o calor,
experimentar a forma,
vislumbrar as curvas,
desenhar as retas,
e aprender o sabor da exuberância 
que se mostra 
nas pequenas manifestações
da vida.
Que eu saiba reproduzir na alma a imagem
que entra pelos meus olhos
fazendo-me parte suprema da natureza,
criando-me
e recriando-me  a cada instante.
 Que eu possa chorar menos de tristeza
e mais de contentamentos.
 Que meu choro não seja em vão,
que em vão não sejam
minhas dúvidas.
 Que eu saiba perder meus caminhos
mas saiba recuperar meus destinos
com dignidade.
 Que eu não tenha medo de nada,
principalmente de mim mesmo:
- Que eu não tenha medo de meus medos!
Que eu adormeça
toda vez que for derramar lágrimas inúteis,
e desperte com o coração cheio de esperanças.
 Que eu faça de mim um homem sereno
dentro de minha própria turbulência,
 sábio dentro de meus limites
pequenos e inexatos,
 humilde diante de minhas grandezas
tolas e ingênuas
(que eu me mostre o quanto são pequenas 
minhas grandezas
e o quanto é valiosa
minha pequenez).
 Que eu me permita ser mãe,
ser pai,
e, se for preciso,
ser órfão.
 
 Permita-me eu ensinar o pouco que sei
e aprender o muito que não sei,
 traduzir o que os mestres ensinaram
e compreender  a alegria 
com que os simples traduzem suas experiências;
 respeitar incondicionalmente
o ser;
o ser por si só,
por mais nada que possa ter além de sua essência,
 auxiliar a solidão de quem chegou,
render-me ao motivo de quem partiu
e aceitar a saudade de quem ficou.
 Que eu possa amar
e ser amado.
Que eu possa amar mesmo sem ser amado,
 fazer gentilezas quando recebo carinhos;
fazer carinhos mesmo quando não recebo
gentilezas.
Que 
eu jamais fique só,
mesmo quando
eu me queira só.
 Amém.

(Fotografias - Gregory Colbert  Texto - Oração a Mim Mesmo - Oswaldo Antônio Begiato)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O coração da minha história.


venceu quem sou, porque falhei redondamente em quase tudo na minha vida numa estéril tentativa de adaptação.

Posted on August 28th, 2010 by pedrovski 

Ladrão.




chamarão ladrão de coração!
vagabundo de chama repentina
dúvidas tiram-se nos lençóis…
Posted on September 14th, 2010 by pedrovski 

1.


           vejo 
demais 
vida no sonho.
Posted on October 14th, 2010 by pedrovski 

visitei-me no inferno.



Mas gosto quando rodopio levado pelo nada
na esperança em vão de apanhar tudo!

Posted on October 17th, 2010 by pedrovski 

Florido no céu.


A realidade não se escreve no céu, a imaginação decepciona-nos sempre, sempre, sempre…

Posted on November 2nd, 2010 by pedrovski .

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Entre lençóis ? Jura ?




Quem disse que tenho duvidas ?
Agora eu pago pra ver... e
sentir...
agora eu quero...
Vem...
desce 
do alto da sacada...
pula na minha cama...
Alguma duvida ?
Allexia.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Sem coração.




Descobri que você é apenas uma cabeça...
um corpo...
sem coração...
Mas que tem um ego
enorme
que engole você
inteiro
a cada
palavra
escrita
suas
verdades
úteis
inúteis
cruéis
.
.
.
Você
é um barco
perdido
no porto
do outro
lado
do
mundo.
Navega
anónimo
não quer deixar
rastro
pra não
dar 
razão
as
minhas
teorias
.
.
.
O que te
mata
aos
poucos
é 
a
solidão.
É
tão fiel
ao
vazio
que
te
cerca
que
esqueceu
de
como
é
gostoso
sentir
o
calor
o
meu
calor
Morre
mas
não
pede
socorro
claro
que
não.
Você se sente mesmo real ?
até  onde é tão real ?
Não não diz não...
vai ferir seu ego.
.
.
.
Allexia.



E o os olhos vêem




E o os olhos vêem...
e querem crer...
que tudo pode acontecer...
Fantasiando segredos...
descobrindo seus medos...
lutando por tudo que acredita...
brincando de ser grande no
pensamento, e imenso em sua 
forma de ser. 
Olhos de criança, visualizando 
meu interior, quer brincar de ser
gato, borboleta, boneca sapeca
pular corda, andar de bicicleta na primavera...
E, assim, já nem quero ser grande...
pra que ? 
Ah ! como é bom continuar vendo as coisas
aqui, nessa criança que existe em mim.


Allexia.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Hoje eu vou assim.



Se quiser...
Pode vir...
que hoje estou afim...

Allexia.

Desejo.




Textos soltos que me prendem...
Você se fecha, se arma e se defende...
Desejo uma morte lenta e dolorosa,
atropelado por minhas palavras,
afogado em suas lágrimas...
preso, sufocado dentro do seu
mundo sombrio e frio.
Não rezo por ti...
Que sua alma não tenha salvação...
cai o esquecimento de toda a razão...
do querer e não sentir. 


Allexia.

Meu.


Meu pensamento 
por tantas vezes
se enrosca
aos 
seus...
E
penso
que 
você
ainda
não
percebeu...
que 
você
é 
MEU.

Allexia.

Imperfeita sintonia em desarmonia.





Seus passos não deixavam pétalas de rosas enquanto caminhava...
Da sua boca não escoria mel nem doçura alguma...
Dos seus olhos um brilho infinito ausente...
O seu corpo ele não desejava...
Mas sim, as palavras, essas sim ele sente uma fome voraz...
Devora tudo com paixão, e pede sempre mais...
de uma jeito único, estranho, mais dele próprio, de pedir
carinho e atenção...
Imperfeita sintonia em desarmonia de letras e sentimentos.


Allexia.

sábado, 28 de agosto de 2010

A vergonha.



Meu espírito esqueceu-se de ti meu coração quer vingança.

Posted on August 28th, 2010 by pedrovski 

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Ponto... final...




E ele cultiva plantas que nem mesmo sabe o que é...
Escreve sobre a vida com uma solidão doida, triste
sem fim, não sabe se gosta ou não gosta...
Ou sabe, e não quer dizer, isso custaria muito a ele...
admitir qualquer coisa sobre mim, enfim...
Coração fechado, punhos serrados, olhos sem brilho,
um sorriso encantador, palavras que vão oscilando entre
o bem me quer e mal mal quer.
Assim é... e ponto... final...


Allexia.

domingo, 22 de agosto de 2010

Sentir.



Não, não me desespero...
Vim ao mundo pra sentir...
E sentindo vou vivendo 
e querendo ainda mais e mais...


Allexia.

Dentro de mim.



Eu quero ficar em mim
apegada ao lúdico, a fantasia
a energia que movimenta, alimenta
e apimenta.
Não quero ser seu castigo
motivo de  choro nem alegria.
Desejo continuar breve, passageira
sem porto nem parada.
Nem doce nem amarga...
Sinonimo de imaginação...
Quero simplesmente é viver dentro de mim.


Allexia.

Nada além.


Quebra se o encanto...
Não saberás a cor do meus olhos,
do meu cabelo, da minha pele...
do meu rosto nada verás além
do que pode se imaginar...
O que queres ?
Diz ?
Como dizer, nem você mesmo sabe...
Então . . .
Continue a imaginar, meu perfume...
Se sou sol, chuva, prosa ou verso,
defina me com queres, mas não espere
ver como sou...
Não, nada além do que me convém...

Allexia

domingo, 15 de agosto de 2010

Futuro/Passado/Presente ? ?


Acompanhei de desespero de uma amiga semana passada,
ela tem horror a previsões astrológicas, adivinhações e
tudo mais que possa fundir sua cuca com relação ao 
futuro.
Ao abrir o portão de casa ela congelou, ficou parada
sem reacção frente a uma senhora cigana que 
sorria para ela com aquele ar de mistério, nesse
momento ele pensou em fechar o portão e entrar
correndo e só sair no outro dia, mas a boa educação
a prendeu ali, com aquele olhar de desespero e
ansiedade, e ela pensou, meu Deus, e agora ?
E a senhora com seu longo vestido a surpreendeu 
com um boa dia muito animador e ofereceu seus tecidos
e alguns produtos que ele jura que nem sabe bem o que era, a única coisa que sentia era vontade de sair correndo.
Ela gentilmente agradeceu e disse que estava atrasada para
um compromisso levando a mão em direcção ao portão e de 
imediato a cigana perguntou se ela poderia ler a sua mão,
pronto pensou ela, é agora, a cigana olhou dentro dos seus olhos
e disse: Sei que você tem medo de saber o futuro, mas falarei apenas 
o que você deseja saber, e mesmo assim minha amiga tentou sair daquela
situação estranha, em vão, quando percebeu sua mão estava entre os dedos
da senhora cigana que sorriu e disse: Qual dos dois você quer ?
minha amiga respondeu de imediato " Como ?, não sei do que esta
falando, ela olhou novamente para a sua mão e disse "Ele gosta de você
também", minha amiga tentou  mudar o rumo da conversa mas nada adiantava, negou
a adivinhação ou sei lá que nome dar a essas coisas assim, a cigana segurou sua mão ainda mais forte
e disse: "você esta pronta para se decidir agora ? Posso te ajudar a mudar o rumo dessa
história, você o quer" ? Jesus me abana, minha amiga quase teve um treco, mas se segurou e disse
com a voz firme que não seria possível continuar com a conversa e agradeceu a "boa vontade" da senhora
cigana, ela ficou meio confusa por dias com isso, só sei que além da duvida a cigana ainda levou dela
uma nota de 50,00 reais e um pacote de café, ri muito disso por dias, não podia olhar para ela que pedia
a sua mão para ler, ele respondia "Não brinque com isso, é serio"...
Mas na verdade ainda não descobri como funciona essas adivinhações, e sem tem mesmo 
razão de ser tudo o que dizem para as pessoas, eu sei de uma coisa, de alguma forma a cigana ajudou minha amiga, que passou a pensar melhor em sua situação amorosa, e esta vivendo sem o peso de dividir
dois amores, optou por continuar sua vida de casada e feliz, e esqueceu aquele moço que "gosta dela", "e ela dele".
E a Cigana ?, quando minha amiga vê de longe alguém com um vestido longo e colorido ela muda até de
rua... Chega de adivinhações ou sei lá o que para o futuro.
Ela quer viver o hoje o agora.

Allexia.